Thales ganhou seu primeiro violão aos dez anos de idade. Mudou-se para Brasília em 1999 e aos 15 se apresentava profissionalmente, passando a ser presença garantida no circuito de bares da capital federal. Após participar da quarta versão do “Fama”, pôde aprimorar sua técnica vocal e interpretação de palco. Quando saiu da casa, estava com maturidade artística para montar a banda Falujah.

Inspirado por artistas como Djavan, Cazuza, Lulu Santos, Jorge Vercilo e Pedro Mariano, a Falujah estreou oficialmente no dia 25 de novembro, em Brasília, na boate Macadâmia, com casa cheia. Criada dois meses antes, a banda reuniu músicos que já se conheciam de projetos anteriores. “Antes de entrar no ‘Fama’ eu já tocava com Gafanhoto, Artur e Eduardo. Chegamos a montar a banda Nação Cerrado, de pop reggae, mas ainda sem aquele compromisso de seguir carreira profissional. Tocávamos na casa dos amigos e em pequenos shows”, lembra Thales.

O músico dedica-se integralmente ao novo projeto e acredita que, graças ao aprendizado que teve no “Fama”, está no caminho certo: “Quando saí do programa, em vez de arriscar na carreira solo, preferi voltar a Brasília e propor um novo projeto. Me sinto mais à vontade tocando em banda, é mais a minha praia”, conta.

O próprio nome da banda tem uma história curiosa: sugerido pelo pai de Thales, Fallujah é uma cidade do Iraque, a 50 km de Bagdá. Quando os músicos procuraram um nome diferente, sonoro, pegaram emprestado dos noticiários o nome da cidade que foi atacada pelos americanos em 2005.

Thales, Eduardo e cia gravaram um CD demo com quatro músicas — “Destino”, “Aqueles Dias”, “O Agora” e “Quizumba do Jorge”. “Estamos ensaiando muito, a banda já está conhecida em Brasília na base do boca-a-boca, e o lançamento lotou de novos fãs e muitos curiosos. Produzir um CD completo requer tempo e dedicação, por isso estamos esperando a banda amadurecer”, adiantou Jr.

Além das músicas autorais, Thales e cia vão interpretam em shows, músicas de bandas que são referências, como LS Jack e Jota Quest: “O Eduardo trouxe muita coisa do heavy metal, eu tenho um lado puxado para a MPB mais romântica, o Artur veio do samba... É essa mistura que irá fazer a diferença”, afirma Thales.